segunda-feira, 25 de novembro de 2013

25 Curiosidades sobre o mundo do cinema...

1 - O primeiro longa-metragem da história foi The Story of Kelly Gang, em 1906 com 70 minutos de duração. 2 – O maior intervalo entre um filme e sua continuação foi de 46 anos, entre O Mágico de Oz e O Mundo Mágico de Oz.
3 - O filme mais caro de todos os tempos é Cleópatra (1963), na época custou 44 milhões de dólares, mas se ajustarmos os valores para os atuais com a inflação, o filme custou mais de 300 milhões.
4 - O maior número de figurantes foi de 300 mil pessoas em Gandhi, de 1982.
5 - O Maior Set de filmagens, em um local fechado, já construído, foi para o filme Janela Indiscreta, Hitchcock recriou um bairro inteiro.
6 - A primeira refilmagem foi O Grande Roubo do Trem, de 1904, que o inexpressivo Siegmund Lubin rodou tendo como base o longa homônimo de 1903, dirigido por Edwin S. Porter.
7 - O maior número de animais reunido em um só filme foi 8 552 bichos em A Volta ao Mundo em 80 Dias, de 1956.
8 - O maior fracasso de bilheteria de todos os tempos, foi do filme O Portal do Paraíso (1980) que tento custado 44 milhões (mais de 100 milhões se reajustados aos valores atuais), faturou apenas 1,5 milhões de dólares, 97% de prejuízo, outro fracasso notável é o de Zyzzyxi Road (2006), que faturou apenas 20 dólares! mas como o orçamento de 2 milhões é irrisório para os padrões hollywoodianos, o “prejú” não foi tão grande.
9 – O Maior sucesso de bilheteria proporcional ao valor do filme, pertence a Bruxa de Blair que custou apenas 25 mil dólares e faturou 148 milhões!
10 – A maior quantidade de câmeras empregada em uma única sequência foi 48, para a batalha naval em Ben-Hur, de 1959.
11 - O maior número de takes para uma única cena foi 342, rodados por Charles Chaplin em Luzes da Cidade, de 1931 (a cena em que a mocinha toma sopa).
12 – O maior número de takes apenas para um diálogo foi 127, rodados por Stanley Kubrick em O Iluminado, de 1980. (foi uma fala de Shelley Duvall, coitada).
13 - Primeiro cinema construído com o propósito único e exclusivo de exibir filmes foi o Cinema Omnia Pathé, em Montmartre, Paris, de 1906.
14 - O maior cinema que já existiu foi o Roxy, de Nova York, com 6 214 lugares. Fechou em 29 de março de 1960.
15 - O menor cinema comercial é o Miramar, em Colon, Cuba, com 25 assentos.
16 - O menor multiplex do mundo é o Biohoellin, complexo com seis salas em Reykjavic, Islândia, traz 17 assentos cada uma.
17 – A maior temporada de um filme em um único cinema é a do filme Emmanuelle (1974), foi exibido no Paramount City, de Paris de 26 de junho de 1974 a 26 de fevereiro de 1985.
18 - A maior público para um filme foi de 110 mil pessoas que assistiram a Boots, de D.W. Griffith, no Anfiteatro Oval, Ohio, em 4 de julho de 1919.
19 - A temporada mais curta de um filme em lançamento comercial foi The Super Fight, de 1974, que teve apenas uma sessão e depois a cópia foi incinerada.
20 - O único cinema no mundo que não muda a programação é a sala 6 do Atlanta CNN Center que exibe E o Vento Levou (1939) duas vezes ao dia, 365 dias por ano.
21 - Palavrões: O Maior número de palavrões em um filme pertence a “Sout Park, Maior, melhor e sem cortes”, são 399 em 80 minutos de projeção, ou média de 5 palavrões por minuto. O Personagem que mais falou palavrão por tempo em cena, foi Tommy DeVito de Joe Pesci em Os Bons Companheiros, foram mais 100 (não encontrei o número exato). E o filme a ganhar Oscar de melhor filme com mais palavrões foi Platoon, com 329.
22 - O filme mais longo de todos os tempos tem o sugestivo nome “A cura para a Insônia” (1987) sua duração é de 87 horas, o filme “normal” mais longo, é Cleópatra (1963) com 243 minutos de duração.
23 - O Cinema mais antigo ainda em funcionamento do Brasil, é o Cine Olympia em Belém – PA, inaugurado em 1912. E está entre os mais antigos do mundo, perdendo por 3 anos para o Kino Pionier no interior da Alemanha que foi fundado em 1909.
24 - Alguns acham que Hollywood, a maioria acha que é Bollywood, mas o local no mundo que mais produz filmes por ano fica na Nigéria, a produção desse país ultrapassa 1.200 filmes por ano, bem acima de Bollywood e sua média de 800.
25 – E por último, o maior salário já pago para um ator acaba de ser confirmado para Johnny Depp retornar em Piratas do Caribe 4, US$ 56 Milhões.

Fonte: http://www4.cinemaemcena.com.br/doutorcaligari/?p=785
 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Más afinal, o que é o Melodrama?



A palavra “melodrama” é originária do francês “mélodrame”. Etimologimamente é formada pelos termos “melos” (grego), que significa som, e “drame” (latim antigo), que significa drama.
              Com a revolução Inglesa do século XVII, em que a monarquia, severamente limitada, cedeu a maior parte de suas prerrogativas ao Parlamento e instaurou o regime parlamentarista que permanece até hoje, surge no cenário teatral uma estética denominada “drama Burguês”, que antecede o “Melodrama”.
              Naquela época, a vaidade dos comerciantes enriquecidos com tal revolução, passou a imitarem os costumes da aristocracia, exigindo na cena teatral a representação de seus valores e não mais a exclusividade dos nobres. Nivelle de La Chaussée, inventa a “comédia lacrimejante”, falando sobre a infidelidade do marido. Mas é em “O Mercador de Londres” de Lillo (1732), em que a peça aborda assassinato, amor e vida cotidiana, começa a aparecer os primeiros tons do “Melodrama”. 
              O melodrama é um gênero teatral que começou a se desenvolver no século XVIII, influenciando as artes dramáticas até os dias atuais. Sua especificidade é a utilização de música e ação dramática (diálogos falados), porém se diferenciando da ópera, por utilizar música incidental para expressar a carga emocional das personagens e as situações em que se encontram imersas. Já no século XIX, o melodrama se define como gênero teatral, por utilizar com autonomia a prosa, numa linguagem popular, recheada de mistério, sentimentalismo, suspense, e outras formas de sofrimento e alegria próprias do cidadão comum, o proletariado.
              É característica do melodrama intensificar as virtudes e vícios das personagens, sejam elas vilãs ou heróis, enfatizando-lhe artificialmente determinadas características, pois o objetivo maior desta estética é impressionar e comover cada espectador, através da “verossimilhança” (semelhança com a realidade), reafirmando a qualidade moral e sentimentalista da obra.
              O melodrama teve influência decisiva para o surgimento do Drama Romântico, e no final do século XIX o surgimento do Folhetim. O período do “Naturalismo” no teatro, veio negar a forma de interpretação Melodramática, por ser considerada exagerada e antinatural, possuidora de um efeito de apelo fácil e gratuito ao espectador.Uma das vertentes do Melodrama foi o “Melodrama Gótico”, tendo este ‘subtítulo’ por ter como maior característica sua ambientação na Idade Média.
              Atualmente com o que mais nos deparamos, em termos de interpretação, nas mídias de massa, é com a forma de interpretar proveniente do Melodrama. São novelas, mini-séries, seriados, tele-comédias, programas de auditórios, entre outros. Todos buscando uma linguagem do/para o povo, com pitadas de mistério, sentimentalismo, suspense, sofrimentos e alegrias do cidadão comum, buscando comover o telespectador e delineando certos padrões morais e estéticos. 


 

http://www.sodahead.com/fun/i-thought-tattle-tales-copy-cats-went-out-after-kindergarten-apparently-not-here/question-3996731/?link=ibaf&q=&esrc=s 




Fonte: www.infoescola.com/teatro/melodrama/. Acesso em 20 de Nov. de 2013, as 09:30 h.

George Steiner: O intelectual sofisticado..

             Hoje vou apresentar um trabalho sobre o melodrama na disciplina de cinema, o melodrama é o teatro que traduz sentimentos de maneira exagerada, faz parte dele o intelectual George Steiner, um dos mais sofisticados do circuito universitário anglo-saxão do século XX, nascido em Paris, em 1929, mas educado nos Estados Unidos, é um humanista pessimista. Como apreciador e crítico da grande cultura clássica greco-romana, ele se interroga sobre o seu declínio e visivelmente sofre com a espantosa contradição entre a exuberância do pensamento ocidental e o morticínio, especialmente dos judeus, desencadeado neste século pelas forças totalitárias, geradas por essa mesma cultura. Uma das suas maiores inquietações é responder como alguém pode escutar Schubert à tarde e, em seguida, sair para tortura e esfolar alguém à noite? Entremente, Steiner revela-se um amante extremado dos livros e da leitura, um homem angustiado com a soberania da tecnologia e o descenso da humanística. 
             Perpassa por todo o texto de Steiner uma ideologia nostálgica, lamentando o fim dos tempos em que haviam pessoas cultas, que cevavam-se no que tinha de melhor da literatura universal: de Homero a Shakespeare, cujo desaparecimento ele situa ter-se dado no final do século XIX.. Apesar de passar uma parte considerável da sua vida nos Estados Unidos - país em que segundo ele nada mais é do que um imenso arquivo da cultura ocidental, sem porém conseguir produzir nada de original e significativo -, ele manteve-se fiel às suas origens eurocêntricas (seus pais eram judeus cultos da Mitteleuropa). De certo modo, ele junta-se a Harold Bloom, o crítico norte-americano, que também exasperou-se com o descaso para com os clássicos, fenômeno típico da formação educacional dos dias de hoje.
             Ele e Bloom pertencem a um grupo minúsculo de intelectuais poliglotas, sofisticados, uma minicorporação de cultura universal, que, cada vez mais reduzida, sente-se abandonada num mundo dominado pela vulgaridade crescente e pela plebeização avassaladora dos modernos meios de comunicação. Se o próprio universo acadêmico, última reserva da inteligência ocidental e derradeiro fortim do culto ao clássico, sucumbe ao ordinário, o que resta para a aristocracia pensante senão adotar um discurso saudosista? 

Fonte: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/steiner.htm. Acesso em: 19 de Nov. 2013 as 14:52h.